Manaus - A Universidade Federal do Amazonas decidirá se realmente adotará o Exame Nacional do Ensino Médio (Enen), como forma de ingresso na Universidade para o próximo ano, em 2011. Isso devido ao alto índice de aprovação de alunos de outros Estados nos cursos mais concorridos da Instituição. O pro – reitor, adjunto de Ensino e Graduação da Ufam, Adilson Hara, declarou: “Não temos obrigatoriedade de participar todos os anos e nestes termos (50% para o Enen), o convênio é assinado a cada processo seletivo”, disse.
Neste ano de 2010, a Instituição teve 50% das vagas preenchidas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), criado pelo Ministério da Educação (MEC), que adotou as notas do Enem como critério de seleção. A Ufam hoje dispõe de 70 cursos de graduação e foi a quarta universidade mais procurada em do País com 45,318 inscritos.
A matrícula para os classificados estava prevista para iniciar hoje, 08, entretanto se encontra temporariamente suspensa devido uma ação liminar da Juíza Alcione Escobar, da 3 Vara da Justiça Federal no Amazonas. A decisão teve como base uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) que pediu a anulação do edital que alterou o peso da prova de Redação do Enem, de 2 para 1, depois do inicio do período de inscrição nas universidades. Na liminar deferida pela juíza, a Ufam tem um prazo de 72 horas para se manifestar. Segundo o reitor em exercício da Ufam, Hedinaldo Narciso Lima, a Universidade ainda não havia sido notificada da decisão liminar que suspendeu a matrícula dos alunos aprovados.
De acordo com Adilson Hara, só o curso de medicina da Ufam teve 100% das vagas preenchidas por alunos de outros Estados como Paraná, São Paulo, Minas Gerais entre outros estados do Nordeste; Na odontologia o percentual foi de 70%; Nos cursos como engenharia mecânica e agronomia mais de 50% dos aprovados não moram no Estado do Amazonas. Já no curso de direito 60% dos aprovados são amazonenses. Rosana Cristina Parente, pró-reitora de Graduação da Ufam afirmou que 45% dos classificados pelo Sisu não são do Amazonas, quadro que a Instituição pretende mudar. A Ufam prevê concluir ainda hoje, o levantamento completo dos percentuais dos cursos.
