NOTA: Porque será que a CPI do Transporte coletivo não aconteceu? (AM)

NOTA: Porque será que a CPI do Transporte coletivo não aconteceu? (AM)

A redação

Manaus – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que foi proposta pelo vereador Hissa Abrahão (PPS), tinha o objetivo de investigar as administrações municipais entre os anos de 2000 e 2009 e também apurar a ineficiência dos transportes coletivos.
Nesse período estavam em gestão Amazonino Mendes (PTB), Alfredo Nascimento (PR), Serafim Correia (PSB) e Omar Aziz (PMN) e todos são prováveis candidatos ao governo.
Tanto os vereadores da base aliada do prefeito Amazonino Mendes quanto os da oposição aderiram a proposta de instaurar a CPI do Transporte Coletivo.

Embora a mesma proposta tenha recebido 13 assinaturas, foi arquivada pelo presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Luiz Alberto Carijó. Segundo ele, a Câmara não deveria se transformar em palco teatral. “Foi uma decisão monocrática porque é um absurdo. Isso aqui não é biombo eleitoral. Eu não vou deixar a Câmara se transformar num palco eleitoral. Isso aqui não é um teatro”, disse.

Na visão com Carijó, uma investigação de 9 anos de administração do sistema de transporte coletivo de Manaus seria um verdadeiro “tumulto político”.
No ano de 2002, Alfredo Nascimento durante sua gestão na Prefeitura, lançou o sistema Expresso com custo milionário que não está funcionando como o esperado, mas ele diz ser o candidato do Presidente Lula no “Palanque único”.

Já Omar Aziz foi vice de Alfredo no período da implantação do “Expresso” e agora em seus discursos dá sinais de almejar o governo. Serafim Corrêa já deixou claro que deseja o governo, mas trabalhou na Prefeitura logo após a implantação do “Expresso”. O prefeito Amazonino Mendes, por sua vez, diz não ser candidato para as próximas eleições, e tem a seu “favor” uma administração marcada por tumultos, aumento de tarifas de coletivos, e uma porção de ônibus velhos “com cara de novo” rodando pela cidade, vale à pena ressaltar que houve promessas de renovação de frota de coletivos, entretanto, apenas foram “pintados de amarelinho”.
Acredite que a CPI acabaria chegando a outros nomes como, por exemplo, o do próprio Carijó, que foi prefeito em 2003 e desativou o sistema Expresso de Alfredo. Em Marcelo Ramos, que foi diretor-presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMMT), e o vereador Mário Frota (PDT), que foi vice-prefeito de Manaus, ambos na administração de Serafim Corrêa.