NOTA: INCRA Verifica assentamento rural em Manacapurú (AM)

NOTA: INCRA Verifica assentamento rural em Manacapurú (AM)

A redação

Manaus – Uma equipe técnica da Superintendência Regional do Instituto Nacional de colonização e Reforma Agrária (INCRA), esteve inspecionando as casas que estão sendo construídas para os beneficiados no Projeto Agro-extrativista Piranha ll, na Comunidade Nossa Senhora de Nazaré, costa do Paratari, situado no município de Manacapurú. Na visita técnica estiveram presentes o presidente da Federação dos Usuários de Produtos da Floresta do Estado do Amazonas, Sérgio Andrade, o empresário responsável pela construção das casas, Adriano Marcelo Borba, da Empresa Antonelly Construção, o responsável pelo fornecimento de madeira Nilson Freitas, da empresa Maderbriq, Ricardo Nascimento, diretor administrativo e financeiro do Sindicato Rural de Manacapuru e o assentado Jorge Fernandes, presidente da Comunidade Nossa Senhora de Nazaré, onde as obras estão sendo realizadas.

A inspeção se deu, em especial, devido a uma denúncia feita por uma das assentadas (beneficiada pelo projeto), Valéria Sena da Silva, onde ela afirma que as casas estariam sendo construídas com madeira de má qualidade.

Os demais assentados foram ouvidos sobre as possíveis irregularidades na construção, entretanto todos, de modo geral, mostraram-se satisfeitos com o andamento da construção.
De acordo com o INCRA As casas devem ser feitas conforme o contratado, com piso a uma altura superior a marca da enchente do ano de 2009 (a maior da história), utilizando madeiras inteiramente certificada, conforme o que determina a lei.

O presidente da Federação dos Madeireiros, Sérgio Andrade, esteve na visita para se certificar se a madeira utilizada realmente era certificada, portadoras do DOF (Documento de Origem Florestal). “Visitamos o local onde as casas estão sendo construídas e saímos de lá com a certeza de que toda a madeira utilizada na construção é de boa qualidade e inteiramente certificada. Isso nos tranqüiliza e demonstra a seriedade do trabalho que o INCRA vem realizando nos assentamentos, no tocante a construção de casas”,declarou.

Segundo o empresário Adriano Marcelo Borba, a maçaranduba, Angelim-ferro e Louro entre outras são as madeiras utilizadas nas construções das casas, todas construídas segundo as leis ambientais. Ainda segundo o empresário, os assentados receberam treinamento e três quites de madeira para ajudar na obra. “Eles aprenderam, se qualificaram e hoje trabalham conosco sem nenhum problema e a empresa fica satisfeita em gerar mais recursos para a região”, disse Borba.

Na visita dos técnicos do INCRA, ficou confirmado que as casas em construção estão dentro dos padrões estabelecidos pela instituição.

PADRÕES EXIGIDOS

Com assoalho alto, para prevenir contra as enchentes, tem 45,5 m², varanda, dois quartos, sala e cozinha além de banheiro interno, com fossa biodigestor (devido ser uma área de várzea) e janelas teladas como prevenção contra a malária, em função de um acordo assinado com a Fundação de Vigilância Sanitária.

Na comunidade Nossa Senhora de Nazaré, (costa do Paratari II) estão sendo construídas 283 casas, cada uma a no valor de R$ 15 mil totalizando R$ 465 mil. No momento, estão sendo trabalhadas 64 casas e 30 estão com obras em fase final de acabamento, faltando basicamente à pintura para serem entregues aos assentados.