O líder do governo na Assembléia Legislativa do Estado, deputado Sinésio Campos (PT), recebeu, nesta quarta-feira (07), a presidente da Associação dos Armadores dos Transportes de Cargas e Passageiros do Estado do Amazonas (ATRAC), Alessandra Martins, que denunciou o estado precário das instalações do Porto Privatizado de Manaus.
A presidente da ATRAC informou que, em vistoria recente, a Capitania Fluvial da Amazônia considerou que o Porto não apresenta condições seguras para operar navios de médio e grande porte. De acordo com o relatório da vistoria, foram observadas corrosões acentuadas na estrutura do porto, nos flutuadores e nos componentes do seu sistema de ancoragem. “Apenas nós que possuímos embarcações de pequeno porte estamos autorizados ainda a operar no porto, e a cada dia a situação fica pior”, alertou.
Cerca de 180 mil pessoas utilizam, todos os meses, os serviços do Porto Privatizado e na Manaus Moderna, contudo, esse serviço ainda não está regulamentado. A falta de uma política pública para o setor propicia insegurança na navegação diante da ausência de fiscalização eficiente e infraestrutura nos rios, embarcações inadequadas, entre outros problemas, ocasionando até acidentes com vítimas fatais.
Alessandra Martins salientou ainda que as dificuldades enfrentadas pelos armadores para operar no Porto Privatizado já viraram uma rotina. “Quando os navios de grande porte chegam para atracar no porto, todos nós somos obrigados a nos retirar para dar espaço. Sendo que no momento sequer isso é permitido”, afirma.
Para o deputado Sinésio Campos, a situação precária do porto Privatizado de Manaus deve ser colocada urgentemente na pauta do governo e já se comprometeu em levantar essa questão junto aos órgãos competentes. “A exemplo do que conseguimos conquistar com a elaboração do Projeto de Lei que regulamenta a navegação do Amazonas e que logo entrará em votação na ALE, acredito que a situação portuária de Manaus e também do interior do Estado deve avançar”. Sinésio explicou ainda que as obras de infraestrutura previstas para Manaus como sub-sede da Copa do Mundo deve ter também como prioridade a reestruturação portuária da cidade.
